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Não haverá mudança nas tarifas de transporte


O secretário de Transportes da Argentina, Juan Pablo Schiavi, fez declarações nesta terça-feira sobre o anúncio do governo de eliminação do subsídio aos pedágios em rodovias nacionais para empresas de transportes de passageiros e considerou que a decisão "não habilita nenhuma mudança de tarifas".

O funcionário questionou o "constrangimento inusitado" que geraram "editoriais de (jornais portenhos opositores ao atual governo nacional) Clarín e La Nación", e disse que "estão tentando gerar mal-estar nas pessoas que estão saindo de férias, pensando que quando voltarem os tíquetes serão mais caros".

"Não estamos fazendo nenhum tarifaço", afirmou Schiavi, quem sublinhou que "a única jurisdição que sim aumentou fortemente suas tarifas, que foi a Cidade de Buenos Aires, nem foi mencionada por esses meios de comunicação".

Nesse contexto, o funcionário assinalou que "estamos fazendo não um ajuste de tarifas, mas ajustes de subsídios, isso não significa que estejamos mudando a política ou que estejamos fazendo tarifaços".

O secretário dos Transportes também mencionou que a eliminação de subsídios sobre o pedágio "tem uma incidência insignificante" já que "é equivalente a 2,4 milhões de pesos anuais, o que representa 0,05 por cento do faturamento das companhias".

"É um valor insignificante em relação ao volume de capital que movimentam as companhias", disse o funcionário, reiterando por último que a medida "não habilita que Clarín publique meia página sugerindo que pode existir aumento de tarifas".

“É preciso continuar trabalhando duro para sustentar a saúde pública”


A afirmação foi realizada pelo vice-presidente argentino, Amado Boudou, após liderar um encontro com o ministro da Saúde, Juan Manzur, e o governador Maurice Closs na província de Misiones (Nordeste).

O vice-presidente da Argentina renovou o compromisso do governo nacional de "continuar trabalhando duro sustentando a saúde pública" em todo o país, dado que “é um esforço muito grande e que quando é descuidado já sabemos o que acontece", disse Boudou depois de compartilhar um encontro de trabalho na cidade de Puerto Iguazú com o ministro da Saúde da Nação, Juan Manzur, e o governador de Misiones, Maurice Closs.

O funcionário destacou o trabalho que realizam os governos nacional e provincial para cuidar da saúde pública em cada canto do país e assinalou que "é importante que os 40 milhões de argentinos estejam também envolvidos nesta ação".

"O importante é que todos os argentinos estejam envolvidos porque, como diz a presidenta Cristina Kirchner,  o país o fazemos entre todos, os 40 milhões temos que cuidar da saúde pública", sublinhou o vice-presidente da Argentina.

"Vamos seguir trabalhando juntos. O apoio do Estado nacional à província de Misiones é permanente, com as equipes das famosas formiguinhas amarelas que vão casa por casa, fazendo sua tarefa, as equipes de bloqueio, e os de fumigação com suas mochilas", apontou Boudou ao se referir ao trabalho que é realizado contra a dengue em Misiones.

“Estados Unidos sabiam do roubo de bebês”


A afirmação foi realizada pelo ex subsecretário de Estado norte-americano, Elliot Abrams, durante seu depoimento por vídeo-conferência no juízo que julga o plano sistemático de apropriação de bebês filhos de detentos-desaparecidos, vítimas da última ditadura militar sofrida pela Argentina, entre 1976 e 1983.

O ex diploma respondeu sobre um documento já desclassificado que ele escreveu para o Departamento de Estado em dezembro de 1982,  em que faz constar que encaminhou uma proposta diplomática ao ditador argentino Reynaldo Bignone para tratar da situação dos filhos de detentos-desaparecidos apropriados, mas que o general argentino a rejeitou.

Elliot Abrams reconheceu sua intervenção ao declarar por requerimento da entidade Avós  da Praça de Maio, querelantes no juízo.

Em 3 de dezembro de 1982, Abrams -um diplomata conservador de alta hierarquia que tinha sido subsecretário de Estado durante a presidência de Ronald Reagan- entrevistou-se com o embaixador argentino em Washington, Lucio García del Solar, agora em qualidade de assistente do secretário de Estado para a Comissão de Direitos Humanos e Assuntos Humanitários.

Segundo deixou  escrito em uma comunicação dirigida ao Departamento de Estado desclassificada em 2002, conversaram sobre a situação política argentina após a guerra das Malvinas e o peso que teria a questão dos direitos humanos para seu desenvolvimento posterior.

Admitindo que os detentos-desaparecidos estavam mortos, Elliot Abrams escreveu que sugeriu buscar solução ao caso dos bebês roubados pelo “enorme conteúdo político e humanitário” do assunto.

Em concreto, a comunicação de Abrams propôs “colocar a questão em mãos da Igreja (católica)” ou criar uma comissão integrada pela Igreja, acadêmicos e outros setores.

Sempre conforme o depoimento de Abrams, o embaixador argentino se teria comprometido a transferir o assunto e realizar uma consulta ao governo do ditador Bignone, quem teria rejeitado o plano, argumentando que essas crianças já tinham uma nova família.

"Com rigor jurídico e diplomático", Argentina continuará reclamando pelas Malvinas


A afirmação foi realizada pela presidenta argentina, Cristina Fernández de Kirchner, quem destacou que "os apoios internacionais recebidos são parte de um longo trabalho". Também se referiu às declarações do primeiro ministro britânico, David Cameron, e considerou que decorrem da falta de argumentos da Grã Bretanha em torno à questão da soberania das Ilhas Malvinas.

Em discurso oferecido na Casa Rosada (sede do Executivo) nesta quarta-feira, Cristina Kirchner também assinalou que "o Comitê de Descolonização da ONU tem 16 processos de colonização e, entre eles, o mais emblemático é o das Malvinas".

A chefe de Estado argentina destacou que "a resposta furibunda da Inglaterra obedeceu a uma questão política interna, enquanto na Argentina aconteceu o mesmo com a ditadura (militar, entre 1976 e 1983), quando quis encobertar a tragédia de 30 mil detentos-desaparecidos".

Por outra parte, na que foi sua primeira aparição pública após a licença de vinte dias, devido a uma cirurgia de tireoide, Cristina Kirchner anunciou que deu indicações ao ministro da Defesa, Arturo Puricelli, para que "conforme uma comissão que proceda à abertura e o conhecimento público do Relatório Rattenbach", uma investigação independente realizada após a guerra pela soberania das Ilhas Malvinas, em 1982.

"A história demonstra claramente que essa guerra não foi uma decisão do povo argentino, mas uma decisão de uma junta militar desesperada por encobertar uma realidade que tinha sido desvendada por um grupo de mulheres de lenço branco que procuravam seus filhos e seus netos", expressou Cristina em referência às Mães e Avós da Praça de Maio.

A Chefe de Estado afirmou que a reclamação de soberania Argentina sobre as Malvinas "também envolve a defesa de nossos recursos naturais, porque estão depredando nosso petróleo e nossa pesca".

"Não escutei nenhuma ONG ambientalista fazer uma crítica ao Reino Unido sobre o que estão fazendo nas Malvinas. A verdade é que gostaria de que defendessem, com a mesma força e sentimento que defendem tantas causas nobres, também isto", assinalou Cristina Fernandez.

"Adoro que defendam baleias porque são adoráveis, mas também que defendam as lulas e as outras espécies que estão depredando", acrescentou a presidenta da Argentina.