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Acidente ferroviário causa 49 mortos e 600 feridos


Um total de 49 pessoas morreram quando um trem da linha Sarmiento, que comunica a Capital Federal argentina com a periferia oeste, colidiu com a plataforma de embarque da estação Once com mais de 800 passageiros.

O porta-voz da Polícia Federal, Fernando Sostre, confirmou que morreram 49 pessoas, entre os quais 48 são adultos e o restante é uma criança, e acrescentou que "o impacto mais forte ocorreu entre o primeiro e o segundo vagão, ao impactar o primeiro vagão contra o freio hidráulico".

O chefe de Comunicação Social da Polícia Federal, Néstor Rodríguez, informou que "a unidade de Criminalística está trabalhando na identificação das pessoas no Necrotério judicial e do cemitério da Chacarita".

O acidente ocorreu às 8h30 desta quarta-feira quando o trem, composto por oito vagões, entrou na estação Once, uma das mais movimentadas da capital, a uma velocidade de 26 quilômetros por hora e se chocou contra o sistema de amortecimento da plataforma.

Mais de 600 pessoas foram socorridas por traumatismos, fraturas, escoriações e infartos, informou o diretor do Sistema de Atendimento Médico de Emergência (Same), Alberto Crescenti.

Por sua vez, o secretário dos Transportes, Juan Pablo Schiavi, compareceu à estação Once e disse que o trem poderia ter sofrido algum "problema com os freios".

De acordo com Schiavi, devido ao forte impacto, o segundo dos vagões "entrou quase seis metros dentro do primeiro", provocando que várias pessoas ficassem presas.

Passageiros que viajavam no trem afirmaram que a composição vinha mais rápido da velocidade habitual e tinha problemas para se deter quando chegava às estações.

Esteban, um passageiro que subiu ao trem na estação Moreno, disse que "ao ingressar na estação Once, o trem ia mais rápido que o habitual. De repente, escutei uma explosão e muita gente caiu acima de mim. Acho que tinha mais de 10 pessoas acima de mim, saí como pude e só via pessoas machucadas e escutava gritos", apontou.

Os feridos foram transferidos para diferentes hospitais da Cidade de Buenos Aires.

A investigação do acidente está a cargo do juizado federal 11 a cargo do juiz Claudio Bonadío, com intervenção do promotor Federico Delgado.

A presidenta do país, Cristina Fernández de Kirchner, decretou dois dias de duelo nacional e a suspensão dos carnavais, em solidariedade com as vítimas do acidente e seus familiares.

O acidente desta quarta-feira é o terceiro mais grave da história do país. Em fevereiro de 1970, mais de 200 pessoas morreram na cidade de Benavídez quando um comboio bateu em outro que estava parado por uma falha mecânica. E em fevereiro de 1978, 55 pessoas morreram ao bater um trem com um caminhão na localidade de Sá Pereira, província de Santa Fe.

Vitórias argentinas na estreia do ATP de Buenos Aires


A rodada desta terça-feira foi boa para os favoritos no ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina. Cabeças de chave números 3, 5 e 7, respectivamente, Gilles Simon, Juan Mónaco e Fernando Verdasco avançaram às oitavas de final em sets diretos.

Atual 12º colocado do ranking, Simon passou pelo português Rui Machado em um jogo de seis quebras de saque e que terminou com parciais de 6/3 e 7/5. O francês agora vai enfrentar o argentino Carlos Berlocq (43), que virou sua partida contra o lesionado espanhol Pere Riba na segunda-feira: 6/7(5), 6/0 e 6/0.

Já Juan Mónaco (20) nem precisou vencer dois sets. O argentino liderava o jogo contra o italiano Filippo Volandri (56) por 6/1 e 3/1 quando o rival abandonou. Volandri vinha de uma cansativa campanha no Brasil Open, na última semana. Além de fazer quatro jogos de três sets, o italiano disputou a final não domingo e teve pouco tempo de descanso até a estreia em Buenos Aires.

Verdasco (25), por sua vez, perdeu apenas cinco games diante do francês Eric Prodon (103): 6/4 e 6/1. O espanhol agora vai enfrentar o russo Igor Andreev (118), que estreou derrotando o esloveno Blaz Kavcic (110) por 6/2 e 6/2.

E por último, já na noite desta terça-feira, outro argentino, David Nalbandian ganhou na estréia no ATP de Buenos Aires.

Nalbandian venceu por 6-2 e 6-3 o norte-americano Wayne Odesnik pela primeira rodada do ATP de Buenos Aires. Na quinta-feira, se enfrentará com o também argentino Juan Mónaco, quem derrotou o italiano Filippo Volandri por 6-1, 3-1 e abandono.

"Estamos abraçando todo o país com um projeto sustentável de inclusão social"


A afirmação foi realizada por Cristina Fernández de Kirchner ao discursar, em El Calafate, durante o ato pelo 135º aniversário do Lago Argentino, junto ao vice Amado Boudou, o ministro de Turismo e o governador de Santa Cruz (Sul).

A presidenta da Argentina inaugurou nesta quarta-feira, mediante uma videoconferência, os novos escritórios da empresa Aerolíneas Argentinas na localidade de El Calafate, na província patagônica de Santa Cruz.

"Estamos muito orgulhosos porque a linha aérea de bandeira volte a abrir seus escritórios em El Calafate e porque isso significa que nos principais destinos turísticos Aerolíneas volta a estar presente", afirmou a presidenta ao manter uma comunicação com o diretor da companhia aérea, Mariano Recalde, funcionários e representantes do setor turístico.

Mariano Recalde, por sua vez, disse que "esta inauguração não é um ato isolado" e mencionou os 27 locais da empresa que estão sendo redesenhados em todo o país e agradeceu os investimentos, a decisão política e "o sacrifício dos trabalhadores para levantar esta empresa", privatizada nos anos ’90 pelo governo do presidente Carlos Menem e que foi recuperada pelo Estado durante o governo atual.

A presidenta Cristina Kirchner aproveitou para parabenizar a empresa, que "registrou um recorde de cumprimento e isso eu agradeço aos funcionários da firma em nome dos quarenta milhões de argentinos".

Depois de destacar diversos feitos de governo, Cristina afirmou que queria "neste 15 de fevereiro agradecer a El Calafate e à província de Santa Cruz pelo apoio que deram a este modelo econômico que permitiu a milhões de argentinos ter esperança".

Cristina Kirchner pede aos empresários contratar mais empregados


Ao discursar em ato na Casa Rosada, a presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, destacou o crescimento agro-industrial do país e a crescente contratação de créditos por parte das empresas para ampliar suas produções.

A presidenta da Nação assegurou que "felizmente, o dano provocado pela seca será mínimo para os argentinos e suas família" mas, apontou, "não podemos em uma atividade tão dinâmica seguir pedindo (ajuda) a Deus ou ao governo".

No ato realizado nesta segunda-feira na Casa Rosada (sede do Executivo), no qual entregou certificados a empresas que contrataram créditos outorgados pelo Governo Nacional, Cristina Kirchner também manteve videoconferências com as cidades de Cipoletti (província de Río Negro), e Pilar e Bahia Blanca (província de Buenos Aires).

A chefe de Estado comparou a situação econômica e trabalhista entre a Argentina e a Espanha e afirmou que "enquanto aqui estamos inaugurando moradias, ampliando fábricas e ajudando os produtores pecuários pela seca", na Espanha "tem uma rebaixa geral de salários"

A presidenta assegurou que "a chave está em desenvolver cada vez mais o investimento e ampliar a produção, para ampliar o mercado de trabalho".

Ressaltando a importância do trabalho com carteira assinada, Cristina Kirchner pediu que os empresários acompanhem o aumento de produtividade com "incorporação de empregados, para que também exista distribuição do trabalho". "Os empresários devem incorporar mais pessoal, não aumentar apenas a produtividade", assinalou.